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Mais uma esperança de melhorias para Deficientes Fisicos



É um desafio que move pesquisadores de todo o mundo: encontrar tratamentos para as doenças que atormentam o homem. A busca é muito antiga. Mais recente é a tendência de achar no corpo do próprio homem a esperança para a cura.

Em um laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa é em cima de uma proteína: a laminina. Há cinco anos os resultados têm sido promissores para recuperar lesões na medula que deixam milhões de pessoas todos os anos em cadeiras de rodas.

A laminina é encontrada em tecidos do corpo humano, nos músculos e na placenta. É fácil de ser coletada e conservada em um freezer comum. “Nós temos várias alíquotas. Essas alíquotas são diluídas na hora. O que fazemos é apenas adicionar um diluente. É só um volume bem pequenininho: três gotinhas, um microlitro”, explica a professora da UFRJ Tatiana Coelho Sampaio

É pouco, mas é o suficiente para conseguir bons resultados em ratos de laboratório que passam por uma cirurgia simples. A única diferença da coluna cervical do rato para a do homem é o tamanho. Dentro da medula tem vasos sanguíneos e os axônios, que levam as ordens do cérebro para o resto do corpo.

A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil acompanhou uma cirurgia que, com a introdução de um cateter, vai provocar um esmagamento, a lesão da medula – exatamente como se fosse um acidente de carro ou a queda de um cavalo. Os axônios são rompidos, ocorre uma hemorragia, e o rato perde o movimento das patinhas de trás.

O centro cirúrgico foi montado no próprio laboratório, com luz especial e proteção para os sensíveis olhos do bichinho. O pesquisador Marcos Assis Nascimento, doutorando da UFRJ, faz a lesão com o cateter em pouco tempo.

“Cinco minutos se passaram com o cateter inflado dentro da medula e já provocamos a lesão. O rato vai ser tratado com laminina, e o tratamento vai ser agora”, explica o doutorando.

Vinte e quatro horas depois, a equipe de reportagem retorna ao laboratório e já reencontra a professora da UFRJ, Tatiana Coelho Sampaio, com toda a equipe de alunos. Mas o que mais interessa nesse momento é saber como estão os ratinhos.

Não há muita dúvida de que é um dos ratinhos que não passaram pelo tratamento, porque ele está bem paradinho. Já um ratinho que passou pela cirurgia e também passou pelo tratamento, pela injeção de laminina, tem uma limitação do movimento da pata, mas ele tem uma movimentação muito maior.

Sete dias depois, o ratinho que não foi tratado tem uma clara dificuldade de se apoiar nas patas traseiras. O outro tem a movimentação quase normal. Em quanto tempo vai ter a possibilidade de fazer testes em seres humanos dessa proteína?

“A limitação não é científica. É uma limitação mais logística. Os dados científicos nós temos já prontos. O que a gente imagina é testar inicialmente em paciente agudos para ver se a gente consegue reproduzir esse feito até o final na recuperação melhor desses pacientes”, afirma a professora Tatiana Coelho Sampaio.

Em breve começam os testes em seres humanos. A vantagem em relação às células-tronco, que também fazem parte de um tratamento muito promissor, é que, segundo a UFRJ, a proteína pode ficar guardada em uma geladeira comum e pode ser coletada de qualquer pessoa - e não apenas da própria pessoa que sofreu o acidente.

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Um blog que discutirá sobre um assunto que encontra-se esquecido por grande parte da sociedade, "DEFICIENCIA"

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